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Mary and Max review
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Adam Elliot e suas síndromes.

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O diretor e roteirista australiano Adam Elliot, da animação “Harvie Krumpet” (2003) premiada com Oscar de melhor curta, retoma sua combinação de fantasia mordaz em claymation (animação feita com moldes de argila) para traçar vinte anos de um improvável amizade no conto sincero e sombrio “Mary and Max”(2009).

Mary é uma menina australiana de 8 anos de idade, solitária, com uma marca de nascença na testa, negligenciada pela mãe alcoólatra e o pai viciado em seu hobby. Certa vez, ela acabou por sortear um nome num livro dos correios e escreveu para um endereço em Nova Iorque para perguntar se os bebês na América também surgem no fundo de canecas de cerveja como sua mãe contou. Em outro continente, o destinatário Max de 40 anos tem em comum com sua nova amiga de correspondência a solidão e a admiração pelo desenho televisivo The Noblits e chocolate.

Na troca de cartas, Mary confidencia detalhes de sua rotina como o bullying que sofre na escola e o conforto que encontra em uma lata de leite condensado enquanto Max revela seus três objetivos na vida: conseguir a coleção completa de bonecos dos Noblits, ter uma fonte de chocolate e encontrar um amigo.

A sombria cenografia compõe o teor melancólico do conteúdo das cartas, das fatalidades, neuroses, feridas, frustrações e desencantos que acompanham os anos seguintes até que a jovem Mary possa dividir com seu amigo um breve momento de sucesso com seu casamento e a publicação de um livro sobre a condição neurológica da qual Max é acometido, a síndrome de Asperger (o protagonista de seu Harvie Krumpet também possuía um transtorno psiquiátrico que moldaria sua vida, no caso síndrome de Tourette), porém as histórias de vida antes independentemente descritas tornaram-se diretamente afetadas mutuamente pela excêntrica amizade de Mary e Max.

Um elemento de repetição e morbidez emanam na segunda parte da animação, acompanhados de elementos mais pesados como ansiedade, suicídio, alcoolismo, morte e abandono e já não há lugar para um peculiar humor que permeava as dificuldades de ambos inicialmente, ainda assim “Mary e Max: Uma amizade Diferente” consegue atingir uma sinceridade ímpar e a dublagem pujante dos atores Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana e a narraçao do comediante australiano Barry Humphries resultam numa obra muito além de um simples stop-motion com belíssima direção de arte, há vida e feridas reais . Escolhido para a noite de abertura de Sundance 2009 é citado ser baseado em fatos reais, e numa entrevista Adam Elliot afirmou ter se inspirado em seu amigo ‘de correspondência’ novaiorquino. Sinistro.

6/10
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Added by Nathalia Montecristo
7 years ago on 21 July 2010 13:12



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