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Review of Battlestar Galactica

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The Woman King
Graças aos Deuses chegamos ao décimo quarto episódio da terceira temporada, mas antes de iniciar o review eu queria abordar uma noticia se circulou esta semana, a quarta temporada, já confirmada, será a última de Battlestar Galactica, tal qual o Olmos havia dito, apesar de desmentido pelos produtores na época, agora estes confirmaram. Eu gostei da notícia, acho que a série pode terminar com uma qualidade estupenda, e vocês o que acharam da noticia?
Vamos ao episódio, está semana mais uma vez volta um tema recorrente na série, o genocídio, mas dessa vez ficou mais evidenciado outro tema, o racismo, a questão ciência versus religião, e mais uma vez o Helo esteve no centro da polêmica, como ele mesmo diz durante o episódio:
“Não sei o que dizer, eu sempre acabo do lado errado de tudo.”
Será que ele estava do lado errado? Eu acho é que está é sempre do lado certo.

Senhora King: religião versus ciência

Ela que da nome ao episódio perde o filho logo de cara, numa espécie de campo de refugiados para exames no hangar da Galactica, os Sagittarons começam a apresentar sintomas de uma doença, e seu filho vem a falecer, porém a questão ética se levanta aqui, eles se recusam por conta da sua religião a serem tratados pelos médicos.
Tigh da uma definição do que ele pensa dos Sagittarons recusando os remédios:
“Por que eles são um bando de chupadores de raízes, cabeças duras, mantendo tradições de milhares da anos atrás.”
Depois comenta o que ele pensa deles estarem infectados:
“Isso é bom, eles merecem.”
Até que pondo as crenças religiosas devem prevalecer sobre os fatos? Era fato de que eles morreriam sem o tratamento, mesmo assim eles se negavam a serem tratados, o nosso sistema legal se posiciona nessa situação pela vida da pessoa, obrigando ela ao tratamento desde que ela esteja dentro de um hospital, porém se a pessoa ficar doente em casa e recusar tratamento nada pode ser feito, eu pessoalmente me inclino para essa solução que nossa lei adotou.
Outro fato relevante no episódio, como a doença matando apenas os Sagittarons, os outros refugiados pediram para que eles fossem expulsos, acredito eu que não somente pelo medo da doença, dado que ela não matou ninguém de nenhuma outra etnia, mas também por um preconceito contra eles.
A Sra. King, não aceitou bem a morte do seu filho, ela diz que ele não morreu pela doença e sim que ele foi assassinado, ela diz ter confiado no Doutor Robert, e que ele ao invés de tratar o filho dela, o matou.
Percebemos assim que o episódio foi além, não só indo contra a religião o que é meio clichê nesses casos, mas mostrando que às vezes a medicina não só não resolve como ainda trás arrependimentos, seja a perda da confiança na medicina, seja o sentimento de culpa de ter traído as tradições da sua religião.
O mistério tem solução quando Dee, em um papo descontraído no “Joe´s Bar” resolve desabafar o que pensa dos Sagittarons, ninguém melhor que ela sendo uma Sagittarons para analisá-los, ela acaba assim resolvendo quebrar o preconceito de sua etnia e ir ver o Doutor Robert.
Diante de mais uma acusação de morte, e de uma confusão generalizada no campo de refugiados, com direito ao Dr. Robert ofendendo os Sagittarons de ignorantes, e esses por sua vez tentando agredir o médico, Helo começa a desconfiar que a história da Sra. King possa ser verdadeira, ele resolve relatar tudo para Adama, Cottle e Tigh.
Porém ninguém botou muita fé na história, destaque para discussão, mais uma vez, entre Tigh e Helo, dessa vez terminando com um belo soco na cara do Coronel Tigh, mas falando a verdade eu confesso que também não acreditaria na história da Sra. King, mas Helo acreditou e tem sua prova, primeiro quando ele acha os prontuários de atendimento do Dr. Robert, descobrindo que ele já tinha baixas, de casos simples que terminavam em morte, todas de Sagittarons, 90% dos Sagittarons que ele atende morrem e isso ocorria desde Nova Caprica.
Helo tenta convencer Dr. Cottle de fazer uma autópsia no filho da Sra. King, e Cottle responde que já fez, e que ele tinha a doença de Mellorak e tinha o remédio no seu sistema, Helo parece desistir de suas idéias paranóicas. Mas depois tem sua segunda prova quando a Sra. King consegue escapar do campo de refugiados e bater a sua porta lhe avisando que após a visita ao Dr. Robert, Dee acabou contraindo a doença.
Mas a Sra. King tinha razão, numa reviravolta o médico revelou-se ser o motivo das mortes e não a doença dos Sagittarons, Cottle havia mentido para Helo, ele não tinha feito a autópsia, mas após a discussão com o rapaz ele resolveu dar ouvido as provas e tirar a duvida, e descobriu que como uma espécie de extermínio étnico, Robert se aproveitou da doença “Mellorak”, doença essa ficcional, que matava rapidamente, deixando as pessoas desesperadas e estas cediam e aceitavam o remédio, e ele usava ao invés do remédio uma toxina para matá-los. Mas ele matava apenas aos Sagittarons.
O Dr. Robert defende seus atos, dizendo que como os Sagittarons não querem os remédios e eles estão em falta, eles não merecem o medicamento, que ele tem que privilegiar os que querem, os que fazem diferença, deixando evidente o seu racismo. E obviamente ele termina preso, em uma ótima seqüência de Helo o escoltando e da Sra. King observando a tudo.
Achei esse episódio fantástico, eu pessoalmente admiro essa abordagem de temas relevantes, quem já viu filmes como “Jardineiro Fiel” sabe o quanto essa questão dos medicamentos e desses problemas da medicina precisam ser evidenciados, por falar nisso o próximo filme do Michael More, “Sicko”, tem como tema central os problemas médicos. Gostei também por ser focado no Helo, um dos personagens mais éticos, a meu ver, dentro da série. Adorei o episódio também por não ter sido alegórico, mostrando os prós e os contras da questão e não se posicionando, deixando assim o episódio aberto para nos posicionarmos pela medicina ou pela religião.

Julgamento de Gaius Baltar

Roslin avança com a idéia do julgamento, ela conversou com o vice-presidente Tom Zarek sobre a idéia, estava sentindo falta do Zarek um dos meus personagens prediletos. Zarek não pareceu muito contente, ele fala para Roslin:
“Baltar irá ganhar o seu julgamento, e você ganhara isso: um furacão (...) Um Furacão, Laura”.
Ele fez uma previsão macabra do que pode ocorrer se Baltar for inocentado, mas vamos falar a verdade à chance dele ser inocentado é remota, a não ser que ele consiga um advogado muito bom, o que deve ser difícil dado as 41.400 pessoas que ele pode contar para tal. E é fato também que Zarek sabe muito bem desses atos de revolta que a população pode fazer, pois ele era um terrorista. Detalhe: como bem disse a Roslin nunca vi o Zarek tão nervoso ou assustado, ele realmente estava falando sério.
Eu não ia falar do Baltar na mente da Seis, mas vou ter que citar ao menos a frase que ele fala quando diz para cylon que ela quer ser humana:
“Há um truque para ser humana. Você tem que pensar apenas em você mesma.”

Curiosidades do episódio
_41.401 sobreviventes, dois a menos que no último episódio. E pode subtrair as cinco mortes desse episódios, todas dos Sagittarons mortos por Robert, chegando a 41.936.
_Na cena extra, vimos Helo confessando para Adama que foi ele quem matou os cylons infectados, Adama pergunta se ele tem certeza que quer ter essa conversa, Helo diz não e Adama o libera para ir.
_O nome do personagem “Dr. Robert” pode ser uma referência a música do Beatles, de mesmo nome, em que um médico receita drogas ilícitas.
_Em uma cena vemos a Racetrack falando dos ‘nugget’ (pilotos novatos), evidenciando que está sendo recrutado e treinando novos pilotos.
_ O Dr. Cottle pergunta para o Dr. Robert sobre o que aconteceu com “não causar dano ao paciente”, uma referencia ao Primum non nocere, pedaço do Juramento de Hipócrates, feito pelos médicos. Quem quiser saber mais achei um artigo interessante do Dr. Dráuzio Varella http://drauziovarella.ig.com.br/artigos/jhipocrates.asp e o juramento na integra http://pt.wikipedia.org/wiki/Juramento_de_Hip%C3%B3crates .
_Na realidade, os venenos de Robert, sabidos como bifosfatos, drogas usadas para tratar determinados cânceres nos ossos e osteoporose em algumas mulheres. O uso da droga pela definição real correlaciona com a notação de Cottle do rompimento celular agudo, que poderia acontecer com tais drogas.
_ Tahmoh Penikett, o Helo, é quem lê nesse episódio o “Anteriormente em Battlestar Galactica”.
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Added by Lucas Gandalf Leal
10 years ago on 7 September 2007 16:41




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