300 Filmes Para ver Antes de Morrer - Parte III
[No Tempo das Diligências]
Por que ver: John Ford conseguiu um grande western à altura do mito do Oeste norte-americano. Sem exagero, No Tempo das Diligências pode ser chamado de épico. [Noite dos Mortos Vivos, A]
Por que ver: Um ótimo filme de terror, com situações claustrofóbicas, zumbis comedores de carne humana, um herói negro numa época que isso não era comum e um final ambíguo. Tati Lopatiuk's rating:
[Noite na Ópera, Uma]
Por que ver: De todos os filmes dos Irmãos Marx este é o mais regular e bem amarrado. Os trocadilhos infames, as gags visuais e os números musicais aloprados a cargo de Chico e Harpo Marx estão lá e dão ao espectador tudo o que ele sempre esperou do trio. [Noite, A]
Por que ver: Apesar de ser o segundo filme do que foi chamado de Trilogia do Silêncio, A Noite foi o responsável por carimbar o selo "autor" nos trabalhos de Antonioni, principalmente após levar o Urso de Ouro no Festival de Berlim. [Noivo Neurótico, Noiva Nervosa]
Por que ver: A comédia mais engraçada do diretor, com elenco afiado e situações na medida para boas gargalhadas. Tati Lopatiuk's rating:
[Nosferatu]
Por que ver: Um dos marcos do cinema expressionista alemão, o filme é uma adaptação disfarçada, para não pagar direitos autorais, do Drácula de Bram Stoker. [Nove Rainhas]
Por que ver: Contando a história de um supostamente simples golpe a ser aplicado num filatelista, a trama ganha volume entre surpreendentes reviravoltas e um jeito peculiar do latino-americano tanto para contar histórias quanto para resolver problemas. Tati Lopatiuk's rating:
[Noviça Rebelde, A]
Por que ver: Um filme que transcendeu o sucesso em seu tempo - o fim da Era de Ouro dos musicais de Hollywood - e se transformou em objeto de culto de muitas gerações. Tati Lopatiuk's rating:
[Núpcias de Escândalo]
Por que ver: Um dos melhores exemplos da comédia maluca feita por Hollywood no final da década de 1930 e começo da década de 1940. Diálogos rápidos, situações absurdas, muita ironia e protagonistas espertos são os ingredientes principais deste filme dirigido pelo especialista George Cukor e adaptado de uma peça de teatro feita especialmente para Katherine Hepburn. [Oldboy]
Por que ver: É o primeiro filme da nova geração de cineastas extremos do cinema asiático a fazer sucesso comercial no Ocidente. Cheia de reviravoltas, a história tem um roteiro impecável e é uma espécie de fábula pop e ultraviolenta sobre amor e vingança. [Onde Começa o Inferno]
Por que ver: O segundo dos cinco encontros entre o diretor Howard Hawks e o ator John Wayne entrou para os clássicos do faroeste com uma história simples feita em ambientes fechados. [Operação Dragão]
Por que ver: Eternizou o astro Bruce Lee ao público ocidental, ao mesmo tempo em que criou todo um novo gênero pop, o filme de artes marciais. Tati Lopatiuk's rating:
[Operação França]
Por que ver: É o primeiro filme policial a romper com os padrões éticos impostos por Hollywood. Sem marcação de câmera e iluminação artificial, é quase um documentário sobre dois tiras racistas, de moral duvidosa e que atiram pelas costas. [Pagador de Promessas, O]
Por que ver: Segunda experiência como diretor de Anselmo Durte, ex-galã da Atlântida, é uma adaptação fiel da peça de Dias Gomes sobre um homem e sua busca para cumprir uma promessa. [Paixão de Cristo, A]
Por que ver: Depois de acertar os bandidos em Máquina Mortífera e apavorar os desertos australianos em Mad Max, Mel Gibson decidiu provar ao mundo que era um bom rapaz ao produzir e dirigir esse drama histórico sobre as últimas horas de Jesus Cristo. [Paris, Texas]
Por que ver: Filme belo e melancólico, Paris, Texas continua como um dos mais bem acabados longas de Wenders, páreo duro com Asas do Desejo, e se tornou cult obrigatório. [Paradise Now]
Por que ver: É um filme obrigatório para quem pretender entender os conflitos no Oriente Médio a partir de uma perspectiva não ocidental. [Peixe Chamado Wanda, Um]
Por que ver: Uma das melhores comédias de erros da década de 1980 possui um grande responsável: John Cleese. Ele escreveu o roteiro em parceria com o diretor Charles Crichton, dirigiu algumas cenas e chamou o amigo Michael Palin, parceiro, parceiro dos tempos do Monty Python. Impossível não adorar. Tati Lopatiuk's rating:
[Perseguidor Implacável]
Por que ver: Um grande filme de ação, com roteiro bem amarrado e brutal o suficiente para manter o espectador de olho na tela. [Pecado Mora Ao Lado, O]
Por que ver: Representa o domínio de Wilder nos dois tópicos que pontearam toda a sua carreira: a sua habilidade em transformar um filme de gênero, no caso a comédia romântica, em uma pérola, e o ajuste fino do tipo ingênuo que consagrou Monroe. [Perto Demais]
Por que ver: É um anti-romance que devassa a vida de dois casais de forma profunda e realista. Isso se deve à visão madura de Nichols, autor de clássicos dos anos 1960 como A Primeira Noite de Um Homem. Tati Lopatiuk's rating:
[Perdidos na Noite]
Por que ver: Depois que o Velho Oeste foi desbravado, resta ao caubói retornar ao Velho Leste. Um filme sujo, violento e pornográfico. Como seria a década de 1970. Tati Lopatiuk's rating:
[Pi]
Por que ver: Feito com pouco dinheiro e em preto-e-branco, o filme acompanha a descida em espiral de um gênio matemático que, após pesquisar um padrão que rege o mercado de ações da bolsa de valores, resvala no número de Deus segundo a cabala judaica. Tati Lopatiuk's rating:
[Pink Flamingos]
Por que ver: Se nenhuma experiência cinematográfica, o diretor John Waters queria lançar o filme mais chocante do mundo. Canibalismo, sexo bizarro e um ânus cantor fazem parte deste ultraje em forma de cinema. [Piano, O]
Por que ver: Terceiro longa da diretora neozelandesa Jane Campion, O Piano tornou-se uma unanimidade de crítica e público em 1993. [Pink Floyd - The Wall]
Por que ver: Numa época em que não havia nem MTV nem internet e programa de música na TV era uma raridade, uma das poucas chances de ver vídeos de rock era indo no cinema, daí o sucesso de The Wall no mundo inteiro. [Picardias Estudantis]
Por que ver: Embora seja ficção, foi adaptado para o cinema a partir de um livro escrito por Cameron Crowe que fez uma extensa pesquisa de campo e passou um ano disfarçado de estudante. Esse conhecimento adquirido possibilitou a Crowe, também roteirista do filme, criar personagens interessantes, com os quais o público se identifica com facilidade. [Piratas do Caribe: A Maldição da Pérola Negra]
Por que ver:Vagamente baseado em um brinquedo dos parques da Disney, tinha tudo para ser mais um filme de verão e só. Felizmente, não foi o que aconteceu. Sem querer reinventar a pólvora, o diretor Gore BVerbinski criou uma aventura divertida que parece ter saído direto dos seriados de aventura dos anos 1940 e 1950. Tati Lopatiuk's rating:
[Planeta dos Macacos]
Por que ver:Por si só o filme já vale pela inversão de valores: um planeta onde os macacos são evoluidos e inteligentes e os humanos não passam de animais irracionais. [Platoon]
Por que ver: O filme ligeiramente auto-biográfico que fez a fama de Oliver Stone. [Povo Contra Larry Flynt, O]
Por que ver: Por meio da história do revolucionário editor pornô americano, o cineasta Milos Forman discute diretamente a liberdade de expressão e a hipocrisia americana que permite assassinatos em massa, mas nunca sexo. Tati Lopatiuk's rating:
[Poderoso Chefão, O: Partes I, II e III]
Por que ver: A trilogia de O Poderoso Chefão disputa frequentemente com Cidadão Kane o posto de melhor filme da história do cinema. O que faz este épico ser tão magnifico é seu profundo entendimento da condição humana por meio das relações de poder - na família, no crime, no mundo dos negócios e mesmo no sexo. Tati Lopatiuk's rating:
[Procurando Nemo]
Por que ver: Primeiro grande clássico da animação, Procurando Nemo é mais que um filme para crianças, também simboliza a superação dos próprios limites, como se reinterpretasse Rocky para o século 21. Tati Lopatiuk's rating:
[Psicose]
Por que ver: É o triunfo de um cineasta no auge de sua capacidade criativa, capaz de correr riscos, quebrar regras e surpreender a audiência que ele mesmo se gabava de ser capaz de controlar como se estivesse tocando um instrumento musical. [Por Um Punhado de Dólares]
Por que ver: Marcou o início da trilogia dos dólares de Leone. Contando a história de um assassino andarilho que põe uma família contra a outra, o western-spaghetti revitalizou o gênero esquecido pelos EUA desde a década anterior, lançando a carreira de Clint Eastwood e do compositor Enio Morricone, e todas as bases para o estilo que consagraria Leone. [Primeira Noite de Um Homem, A]
Por que ver: Além de explorar uma série de fetiches, o filme ainda confronta sexo e amor ao melhor estilo de contestação hippie, uma filosofia então nascente, e que prevalece no final. Tati Lopatiuk's rating:
[Princesa e o Plebeu, A]
Por que ver: É uma das comédias românticas que ajudaram a definir a linguagem do gênero e ainda por cima revelou a estreante Audrey Hepburn. [Pulp Fiction]
Por que ver: Não foi apenas a alta contagem de "fucks" no roteiro que transformou Pulp Fiction no filme mais importante dos anos 1990: abusando de violência e ironia, e com uma edição inovadora, descartando todos os conceitos básicos de cronologia e linearidade, as peças de Pulp Fiction se encaixam na forma de um sangrento painel sobre violência urbana. Tati Lopatiuk's rating:
[Quanto Mais Quente Melhor]
Por que ver: Uma comédia romântica com dois travestis que tem início em um massacre? Somente Billy Wilder poderia ter pensado em algo tão maluco. Quanto Mais Quente Melhor é isso e também uma das melhores comédias da história do cinema, pois o espírito transgressor de Wilder não perdoava ninguém e seu talento era único em misturar registros aparentemente contraditórios. [Quem Tem Medo de Virginia Woolf?]
Por que ver: Com praticamente 4 pessoas em cena a maior parte do tempo, o filme se sustenta em brilhantes atuações e diálogos tortuosos, que conduzem o espectador ao mundo de paranóia e trauma que é o casamento de George e Martha. Pela primeira vez na história um mesmo filme foi indicado ao Oscar para todas as categorias possíveis (13). [Quatro Casamentos e Um Funeral]
Por que ver: Depois de Uma Linda Mulher, o mercado americano ficou saturado de roteiros água-com-açúcar que repetiam mais do mesmo. Foi com Quatro Casamentos e Um Funeral que o público reencontrou brilho no gênero. [Que Terá Acontecido a Baby Jane?]
Por que ver: A história serve como espelho para Bette Davis, Joan Crawford e toda Hollywood e seu círculo predatório, que usa os jovens e descarta os velhos. [Queimando Tudo]
Por que ver: É o ponto de partida para a marca Cheech & Chong, a dupla de maconheiros mais popular do cinema americano, que renderia outros filmes e uma prisão por venda de para o consumo de maconha no site da dupla. [Quero Ser John Malkovich]
Por que ver: O escritor Charlie Kaufman não acreditava que um dia fosse ver o personagem título de sua história vivido pelo próprio Malkovich. O roteiro circulou por anos em Hollywood, até cair nas mãos de um jovem diretor com pinta de nerd. Juntos, Spike Jonze e Kaufman lançaram suas carreiras e uma parceria que gerou o não menos brilhante Adaptação. Tati Lopatiuk's rating:
[Rastros de Ódio]
Por que ver: Um dos mais belos e reflexivos faroestes de John Ford, Rastros de Ódio pode ser considerado o primeiro filme do gênero a fazer a passagem do ódio irracional contra os nativos norte-americanos para uma certa aceitação, inclusive de mestiçagem. [Quinteto Irreverente]
Por que ver: Sete anos depois de Meus Caros Amigos, o diretor Monicelli reúne a trupe mais debochada do cinema italiano nesta comédia impagável. [Rashomon]
Por que ver: Uma história contada sob vários pontos de vista. A cada versão, detalhes fundamentais para a compreensão da trama são alterados, mudando o roteiro e a motivação dos personagens. Ao final, temos inúmeras versões do incidente e a certeza de que a verdade é tão maleável quanto a percepção de realidade de cada um de nós. [Rede de Intrigas]
Por que ver: O caso de amor e ódio entre o cinema e outras mídias chega ao auge nesse thriller psicológico em que o público é tratado como um só personagem e o nível de ironia chega aos limites da tolerância. [Reds]
Por que ver: É o grande momento da carreira de Warren Beatty. O astro lutou por uma década para levantar os US$35 milhões e fazer um filme que, ao falar da Revolução Russa, e suas ramificações com a esquerda do EUA, conta a história de pessoas com as quais a platéia se importa, a despeito de que corrente política preferirem. [Regra do Jogo, A]
Por que ver: Idolatrado por muitos cineastas, o francês Jean Renoir nunca foi connhecido do grande público fora de sua terra natal. A Regra do Jogo é um dos seus poucos filmes que consegue quebrar essa barreira com uma história surpreendente de assassinato e lutas de classes em uma final de semana numa grande casa aristocrática. |
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